Às vezes precisamos nos perder pra nos encontrar, buscar fora o que não encontramos dentro de nós. Fazemos coisas para que possamos tentar encontrar a solução para nossos problemas, mas estas coisas somente nos fazem entrar em conflito com o “eu interior”. Queria poder ter certeza do amanhã, saber que o que faço hoje me trará um resultado no futuro, mas a vida é uma eterna incerteza e o que é certo agora pode ser errado depois.
Me surpreendo sempre num dilema: devo ou não seguir meu coração? Nunca encontro resposta; se agora quero seguir o coração, daqui 1 segundo a razão grita em meu pensamento!
Errar nos faz crescer, faz com que a gente amadureça, mas erros que não tem como consertar perseguem nossa consciência, não nos deixam dormir, muito menos encontrar a paz interior que muitos dizem ter.
O que eu mais queria era amar sem medo do que me reserva o amanhã, amar, somente amar! Amar em um segundo como poucos amam em uma vida! Mas o amor vem, vai e fica nesta inconstância sem fim.
Será que um dia poderei ter a verdadeira felicidade? Aquela que nada abala, que ninguém interfere, que nada destrói. Queria poder dizer agora o quanto oscilantes são meus sentimentos, mas é mais conveniente dizer que amo e sou feliz neste amor. Quem disse que pra ser feliz no amor é preciso que ele seja correspondido?
O brilho do meu olhar foi ofuscado pela escuridão do meu coração, o sorriso em meus lábios morreu deixando em seu lugar lágrimas involuntárias caídas sem querer.
Será que o errado é tão errado assim? Será que o certo existe ou é só uma ilusão? Será que eu sou eu mesma ou acabei me perdendo na busca de uma melhoria que não chegou? Será que o sonho é real e a realidade é apenas um sonho que acreditei estar vivendo? Será que um coração partido pode se regenerar? Será que uma lágrima que caiu pode se tornar doce em nossa boca? Poderia fazer tantas outras incontáveis perguntas, mas não há tempo para perder com o que não há resposta.
Só gostaria que talvez alguém pudesse sentir o que sente meu coração, que quem sabe alguém fizesse as mesmas perguntas e não encontrasse respostas como eu; mas sei que sentimentos são únicos e individuais, mesmo que alguém sinta algo parecido jamais poderá saber como me sinto agora.
Não sou tudo que poderia ser, mas fico feliz por não ser menos do que sou!
De quem vive eternamente em transição...
***Raquel Magda***
Olá Raquel! Esta semana estou divulgando uma “nova” postagem. Trata-se de um conto; que na verdade vem a ser uma reedição de meu blog. Sua postagem original ocorreu em 13.02.09; sendo esta a minha terceira postagem no blog. Naquela ocasião este texto não recebeu nenhum comentário. O texto é “O Sr. e o Dr.”. Espero que você, tendo um tempinho, o aprecie.
ResponderExcluirUm grande abraço, minha gratidão e desejo que tenha uma ótima semana!
Jefhcardoso